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3 dicas para desenvolveres a tua sensibilidade em relação ao próximo

By Junho 8, 2017 No Comments

A ideia de hoje é trazer-te algo que possas colocar em prática, um desafio para arriscares viver de forma ligeiramente diferente. Não sei se te traz alívio saber isto mas não dependerás de nada nem ninguém a não ser de TI.

Em primeiro lugar, gostava de sublinhar que a sensibilidade que tens depende de inúmeros factores. O passado, a educação, os registos, as vivências, as crenças, o estado de saúde (no seu conceito holístico) e as memórias que trazes contigo são alguns dos factores mais determinantes da sensibilidade que tens a cada instante.

Existe muita informação disponível sobre exercícios, técnicas, plantas, substâncias, Mudras, visualizações, Mantras, e outras formas para “puxares” ou forçares a tua sensibilidade.

No entanto, a proposta aqui é que “saques algo cá para fora” que venha de dentro de ti em vez de te complementares com algo exterior a ti.

 

3 Dicas para desenvolveres a tua Sensibilidade

 

1# TORNA-TE INTERESSADO/A

Torna-te interessado/a pela realidade que te é apresentada a cada momento, pelo próximo e pela experiência em si.

Uma boa forma de te tornares interessado/a em “tudo isso” é perderes o interesse no teu umbigo. Isto não significa desleixares-te, tratares-te mal ou desinteressares-te pela Vida. Largar o teu umbigo significa colocar de parte, ainda que de uma forma momentânea, a nossa limitada forma de ver as coisas, como se o mundo existisse por nossa causa.

As certezas, ideias pré-concebidas, traumas, desejos e temores são os nossos principais limitadores porque nos prendem a registos criados por algo que nos domina e apenas deveria ser uma ferramenta útil: a nossa mente!

A mente tem funções muito interessantes mas só nos é verdadeiramente útil se aprendermos a abrandar o programa que nela corre.

Simplificando uma das utilidades da mente: Recebe informação através dos sentidos e sinais no corpo, cataloga as experiências e coloca-as em gavetinhas, dentro de gavetas, dentro de gavetões: experienciar e registar.

Esse “software” é compulsivo e faz muita coisa que nos passa ao lado muitas vezes. Depois de registadas as experiências, e sempre que temos uma nova, a mente acede aos registos e tenta classificar esta experiência segundo aquilo que já conhece. Está constantemente a reproduzir informação que conhece, a “enviar sinais de alerta” para nos proteger de registos desagradáveis, classificando o que é novo como algo a temer.

Cada vez que perdes o interesse no teu umbigo algo de muito subtil acontece: deixas de procurar que a Realidade te sirva e passas a estar tu preparado/a para A servir.

Este é, talvez, o melhor ponto de partida para te ligares e conectares com o que existe à tua volta: teres um grande interesse “desinteressado” na Vida, sem segundas intenções.

 

2# TORNA-TE RECEPTIVO/A

Quanto mais interesse tens na Realidade que experiencias, mais receptivo/a te tornas ao que Existe. Essa Receptividade digamos que é como uma porta, uma passagem, uma abertura. Por ali “entra e sai” informação, circula. Quanto maior for, mais sensibilidade!

Quanto mais certezas temos sobre a Realidade, sobre o futuro ou sobre o próximo, mais distante estamos do que É; quanto mais ideias pré-concebidas temos, mais limitada, monótona e ciclicamente repetitiva se torna a nossa experiência; quantos mais traumas temos, mais bloqueios, repressões e anulações existem; quanto mais força têm os nossos desejos e temores, mais vincados estão os nossos limites e os nossos horizontes!

O estar receptivo às verdades, ideias, palavras e atitudes do próximo é diretamente proporcional ao interesse que tenho no mesmo. Cada vez que decidimos deixar o nosso umbigo de parte do cenário, o nosso interesse no que É cresce e a nossa receptividade aumenta.

Essa receptividade servirá de trampolim para que comeces, pouco a pouco, a estar atento/a aos sinais e às trocas de Qí (a palavra energia não me satisfaz, talvez: informação) com os outros e com o ambiente que te circunda.

 

3# TORNA-TE ATENTO/A

Quando largas os teus condicionamentos, ainda que momentaneamente, e te permites ser receptivo/a, encontras-te perante uma oportunidade de aprender e de te transformares com o que aprendes.

Está atento/a ao que te chama a atenção dentro e fora de ti, sem segundas intenções! Não procures entender o que sentes ou o que vês/ouves/cheiras/tocas; não procures melhorar ou obter algo para ti; não procures misturar a tua história ou “seres o porquê” daquele momento existir.

Sente o quão vivo/a estás nesse Presente, sente os movimentos do Qí dentro de ti, observa o que te rodeia e o que sentes quando focas a tua mente em algum ponto específico nesse momento.

Tu és aquele/a que aponta uma direção e que absorve, filtra e processa a informação que se permite receber a cada instante! Se fores desinteressado/a em ti tornas-te a personagem principal, aquele/a em quem mais poderás confiar para discernir.

Silencia a mente, interessa-te pelo o momento presente, sê receptivo/a e permanece atento/a.

“Ainda que momentaneamente” é uma expressão que costumo usar com alguma frequência. Serve apenas o propósito de te sossegar quando te sugiro arriscar ou agir de forma um pouco diferente do que te sentes habituado/a. É comum ver pessoas a rejeitarem as coisas logo à partida sem antes se abrirem a uma nova vivência, nova percepção, um novo entendimento.

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Espero-te bem,

João

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