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7 Coisas que deves ter em atenção se queres ser terapeuta

By Maio 27, 2019 No Comments

Sabias que todos somos terapeutas?

Bom, hoje escrevo-te para te mostrar um pouco mais do papel importante que tens na tua vida e na dos outros.

Quando arrisco afirmar que todos somos terapeutas, procuro sublinhar que todos sem excepção passamos por fases diferentes na nossa vida, que todos passamos por dificuldades e que todos nos reinventamos até que nos transformemos para as ultrapassar! Isso traz-nos crescimento, amadurecimento, conhecimento e experiência – tudo aquilo que um bom terapeuta necessita.

No meio desta montanha russa à qual chamamos vida, uma vez sou eu que passo por momentos atribulados, outra vez és tu e, por vezes, estamos juntos a experienciar esse caos. E assim se desenrola a vida, umas vezes somos ajudados enquanto outras vezes somos nós que damos a mão a um próximo que esteja a necessitar.

Este ato de dar é a função do terapeuta. Convém frisar aqui que o bom terapeuta sabe discernir quando deve dar “os peixes” e quando deve “ensinar a pescar” e que esse ato de dar não é (ou deveria ser) movido por uma sensação de pena em que, a todo o custo, quer retirar a pessoa da experiência que vive ou terminar com a experiência em si.

Independentemente se fazes da terapia a tua profissão (ou até se tens consciência que também és terapeuta), e partindo do pressuposto que queres cuidar cada vez mais de ti e dos que te rodeiam, venho partilhar aqui 7 coisas a ter conta para seres (um/a bom/boa) terapeuta!

Aqui vai:

  • Interesse por ti e pela Humanidade – quando decides ter interesse por esta oportunidade de experimentar a 3ª (e outras) Dimensão – matéria – à qual chamamos de vida e quando reconheces que necessitas do outro para te experienciares, passas automaticamente para uma postura de cuidador/a, para uma postura próativa no que diz respeito à evolução e transformação da colectividade. Essa postura, a pouco e pouco, revelar-se-à cada vez mais distante do teu umbigo até que um dia reconheces que o mundo não te pertence mas sim que és tu que pertences ao mundo;
  • Transformação Pessoal e Espiritual – ao longo da vida tens vindo e vais continuar a experienciar infinitas saídas da zona de conforto para a constante renovação de emoções, crenças, padrões repetitivos, dogmas, preconceitos e formas sobre como encaramos a vida, a nós próprios e ao outro e isso não só te permitirá crescer e evoluir como te tem trazido e vai continuar a trazer uma bagagem cada vez maior e mais rica para que possas contribuir para os processos difíceis que os outros à tua volta estejam a experimentar;
  • Conhecimento – o estudo é uma constante na nossa vida seja ele adquirido em experiências, em livros, nos outros ou em formações. Quando sentires que não necessitas de aprender mais nada, esse é o momento indicado para procurares novos conhecimentos e ferramentas, para te transformares numa pessoa diferente para que possas inovar, também, na ajuda que dás a ti e ao próximo;
  • Atenção – estar atento/a é uma das melhores ferramentas que podes ter como aliada para que consigas ter a percepção dos detalhes, da mentira, das informações ocultas ou da raiz do desequilíbrio a ser mexido ou tratado, tanto em ti como no próximo. A grande fórmula para cultivar a atenção (dentro e fora de nós) é cultivar o desinteresse naquilo que achamos que sabemos e explorarmos-nos na meditação – o bonito ato de não fazer rigorosamente nada;
  • Escuta activa –  saber escutar ao invés de querer apresentar soluções é uma das melhores atitudes que podes ter porque apenas assim encontrarás o cerne da questão. Lembra-te que a transformação do outro não acontece porque tu enxergas a solução ou o caminho a trilhar mas sim quando a pessoa que está “aflita” ou que procura ajuda reconhece o que necessita de ser feito. Apenas se cultivares um profundo desinteresse em impores a tua verdade e aprenderes a escutar é que conseguirás perceber a verdadeira situação onde a pessoa se encontra e, aí sim, encontrar uma boa estratégia para a conseguires orientar e ajudar;
  • Adaptação – saber respeitar os medos, limitações, escolhas e “timmings” da pessoa que te procura (num contexto profissional ou não) é essencial para que o teu contributo seja bem feito. Não imponhas o teu ritmo, as tuas crenças e a forma como vês a vida porque é mais importante trabalhar com as condições da pessoa que tens à frente do que propriamente quereres fazer da pessoa algo ou alguém que ela não é ou que simplesmente não está preparada para ser. Não procures adaptar a realidade a ti ou à forma como vês as coisas, procura sim adaptar-te às condições que te são apresentadas;
  • Padrões Morais e Ética elevados – trabalhar com a vulnerabilidade e fraquezas do próximo é de extrema responsabilidade. As pessoas partilham coisas sobre elas que, muitas vezes, não partilham com mais ninguém e aproveitares-te dessa transparência e fragilidade para teu próprio benefício coloca-te numa posição medíocre enquanto ser humano, perdes a oportunidade de fazer um bom trabalho e afastas a pessoa da sua verdadeira transformação pessoal e espiritual. É muito importante que, enquanto profissional, amigo/a, companheiro/a ou desconhecido/a, tenhas uma postura que sirva o outro ao invés de te servir a ti.

Este artigo surgiu de um post que fiz no @Instagram e decidi modificá-lo um pouco para o partilhar aqui. Espero que te tenha feito sentido os caminhos que escolhi trilhar aqui.

Espero-te bem,

João

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