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A origem da depressão e dos estados depressivos

By Janeiro 8, 2020 2 Comments

É POSSÍVEL CURAR A DEPRESSÃO E OS ESTADOS DEPRESSIVOS?

Na maior parte dos casos, os movimentos depressivos têm origem em experiências na infância. A gravidade do estado depressivo na fase adolescente ou num estado adulto é, sem sombra de dúvidas, o reflexo da intensidade que a criança viveu as suas feridas sendo que as experiências dolorosas mais comuns são a de rejeição, de abandono, de humilhação, de traição, de injustiça e carência de afectos de forma geral.

Enquanto criança, a pessoa não conseguiu encontrar alguém que estivesse realmente interessado em ouvir as suas histórias, as suas questões mais íntimas e as suas ansiedades, raivas e tristezas e isso fez com que não aprendesse a confiar nos outros. Alimentou durante anos grandes expectativas que nunca foram alcançadas em relação à pessoa que lhe causava dor e os sentimentos iniciais mais fortes foram os de raiva, tristeza e medo.

Mais à frente, vários anos mais tarde, o jovem adulto começa a experienciar sinais de baixa auto-estima, apatia, pessimismo e dificuldade na tomada de decisões, aparecendo sentimentos de inadequação, auto depreciação e ausência de brilho interno e de fé. A perda de prazer ou até de interesse nas actividades comuns do seu dia-a-dia mostram a profundidade da depressão e aqui começam a aparecer sintomas profundos de melancolia, fadiga ou diminuição da energia, dificuldades na concentração, distúrbios do sono, indiferença, desânimo e desespero.

É comum observarmos que a pessoa que aparenta estar neste tipo de sofrimento não quer nem procura ajuda , preferindo continuar a alimentar dentro de si os mesmos sentimentos de raiva e tristeza enquanto se afunda na sua dor. Também não quer ajudar, nem mesmo aqueles que mais ama, podendo ser frio com as mesmas sendo este apenas e só uma estratégia para se proteger, por medo de uma nova sensação de rejeição, abandono, humilhação ou traição. A dor enquanto criança é de tal forma intensa que são os outros que têm de mudar e por isso comunica-se pouco com quem ama, foge do mundo e do confronto. Isto faz com que seja comum observarmos que são os outros que tentam resolver os seus problemas e dificuldades.

A depressão surge, principalmente, dos conflitos pendentes que a pessoa tem com os pais do sexo oposto e por isso se tornou banal os ataques sucessivos aos parceiros pois a pessoa que traz consigo estas tendências depressivas procura fazer o seu parceiro sentir aquilo que gostaria que o seu pai ou mãe tivessem sentido. A isto se chama, clinicamente falando, o processo de transferência.

Os progenitores que causam este tipo de experiências em seres indefesos como as crianças em formação foram também crianças que vivenciaram experiências traumáticas semelhantes e, na maioria dos casos, isto não significa que não desejam os seus filhos mas sim que ainda não conseguiram transformar as suas feridas e traumas do passado.

És mãe/pai e sentes que passaste por processos dolorosos semelhantes aos que referi acima?

Aqui temos dois pontos fulcrais: as tuas dores e as dores que os seres que geraste sentem. Mesmo não sendo pai, acredito piamente que a prioridade pareça ser o bem-estar dos teus filhos mas venho dizer-te que tu necessitas de ser a tua prioridade neste momento para que possas contribuir para um harmonioso desenvolvimento dos teus filhos.

Os teus filhos necessitam de ti transformada/o, de um porto seguro e que não repliques o que viveste na tua infância. De pouco ou nada vai adiantar incentivares ou até forçares a que o/a(s) teu/tua(s) filho/a(s) se curem se as tuas feridas permanecerem escondidas mas activas. É importante perceberes que os outros (neste caso, os seres que trouxeste ao mundo) são o teu espelho. Se tu não te transformas, como pode o espelho espelhar algo diferente?

Ao assumires a responsabilidade pela tua experiência cá na Terra perceberás rapidamente que, se o problema habita em ti, a solução deverá partir de ti. A cura que te espera está na transformação emocional interna que evitas. É necessário desvinculares-te dessas dores criando um novo padrão na forma como te relacionas com as memórias que tens dentro de ti.

Se isso é possível? Claro que sim, esse é o principal propósito daquilo a que comummente chamamos de terapia. Transforma-te e começarás a ver-te a ti, aos outros e ao mundo de forma totalmente diferente a ponto de conseguires gerar entendimento e perdão nas pessoas que contribuíram para as tuas dores. A sensação será de alívio e deixarás de sentir o condicionamento que tanto te atormentou durante anos.

Lembra-te por favor: tu, os teus filhos e, consequentemente, o mundo à tua volta, necessitam da tua transformação, necessitam de ti brilhante, renovada/o e cheia/o de força. Toma uma decisão de romper esse ciclo viciado de gerações que nem tu sabes quando começou e começa já hoje por assumir esse tão importante papel no mundo: o de seres mãe/pai!

És filho/a e sentes que passaste por isto?

Se sentes que algum dos teus progenitores tem alguns dos sintomas acima referidos e que pouco ou nada está a fazer por si sentes, muito provavelmente, uma enorme vontade em ajudar. Sê firme com a mãe ou com o pai e diz-lhes que ninguém a não ser ela/e pode fazer alguma coisa por si.

Como te mostrei atrás, várias vezes te deves ter sentido rejeitado/a, abandonado/a, humilhado/a ou traído/a por algum deles mas preciso de reforçar a ideia que eles não o fizeram por não te desejarem mas sim por nunca terem conseguido ultrapassar as dores que trouxeram consigo antes sequer de tu nasceres. Procura perceber que o pai ou a mãe foram rejeitados ou abandonados e que ainda se rejeitam a eles próprios.

A ti digo-te que grande parte da tua cura começa por sentires compaixão pelo processo que esse progenitor viveu e ainda vive. Para conseguires fazê-lo também vais necessitar de te perdoar a ti por teres amado tanto esse pai ou essa mãe e por te teres colocado muitas vezes à mercê das suas atitudes irreflectidas e destruidoras.

Perdoa-te também por muitos atos e palavras de desespero que tiveste contigo e com eles e, enquanto estás nesse teu processo de transformação, reconhece o valor brutal da pessoa que és e, caso tenhas alguma dificuldade nisso, procura pessoas que gostes para que te reconheçam e te mostrem a pessoa incrível que és. Quanto a qualquer um dos teus pais, incentiva-os a fazerem o mesmo por si e ajuda-os mostrando-lhes as coisas maravilhosas que observas neles.

Lembra-te de algo importante: provavelmente um dia serás pai ou mãe de alguém e está nas tuas mãos quebrares esta corrente de sofrimento e dares novas oportunidades a ti e às gerações que virão por ti.

Órgãos afectados e estratégias de transformação

Quando um caso de depressão (leve ou profunda) me chega à consulta sei de antemão que o fígado, o baço-pâncreas, o pulmão, os rins e o coração apresentam danos. Também procuro conhecer em detalhe as ligações familiares dessa pessoa de forma a poder ajudá-la a transformar memórias dolorosas e a dar-lhe uma nova e bastante diferente visão das coisas: dela, da família e do mundo.

Transformar é assim tão doloroso e difícil? Hoje em dia acredito-me que não, as técnicas são cada vez mais profundas e inovadoras. Dá trabalho e as coisas não acontecem do dia para a noite mas acredito-me que tudo pode ser suavizado e feito com bastante amor e estrutura.

A medicina que apenas procura a cura com químicos pouco ou nada faz nestes casos a não ser proporcionar um certo “adormecimento” emocional e mental de forma a que certos sintomas não surjam no dia-a-dia dos pacientes. Contudo, a grande proposta das medicinas ditas alternativas que têm uma visão holística é procurar trabalhar as causas (físicas, mentais, emocionais, energéticas e espirituais) para que esse desequilíbrio desapareça de uma vez. Umas regeneram o corpo físico, outras transformam emoções, outras alteram crenças e padrões repetitivos que tanto condicionam a vida do ser humano. Há muita coisa que podes fazer por ti. Do que estás à espera?

 

Espero-te bem,

João

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