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Quanto tempo tens para mudar de vida?

By Junho 18, 2019 No Comments

Por vezes nós impomos-nos um prazo; por vezes a vida impõe-nos um prazo.

Quer tenhamos um prazo ou não, se a estagnação permanecer, ele acabará por bater à nossa porta. Poderá aparecer em forma de doença, bloqueios, términos (projectos, relacionamentos, empregos e outros), mais estagnações, obstáculos directos ou indirectos.

Acredito que a maioria das pessoas sente quando algo “não vai bem” e muitas são as que se permitem explorar essa sensação por mais um pouco. No entanto, em algum momento dessa exploração, a mesma maioria de pessoas entrará em contacto com as suas carências, bloqueios, medos, memórias e limites.

Nós não sabemos quanto tempo temos, quantas coisas temos por fazer, falar ou viver. Nós não sabemos quanto tempo temos para fazer diferente, para sermos verdadeiros connosco próprios ou para sermos simplesmente nós próprios. Podemos largar o corpo amanhã, esta semana ou no próximo ano e não sabemos!

Uma das coisas mais chatas sobre isto é que não temos nada definido e não podemos “programar” a nossa vida até esse “fim”; no entanto, uma das coisas mais interessantes é essa mesma incógnita, o não saber o que virá a seguir!

Uma das dinâmicas mais interessantes na vida é desfrutarmos do percurso que decidimos trilhar a cada instante! E digo isto sabendo de antemão que todos temos obstáculos, caminhos mais fáceis ou que dão menos trabalho, zonas de conforto, vícios e padrões mentais e emocionais.

A repressão é um dos graves e muito comuns problemas deste século. A repressão existe há dezenas de séculos mas a grande diferença da repressão dos dias de hoje é a quantidade de entretenimento disponível e uma vida cheia de estímulos.

Há algo que te quero dizer: tu e a “tua vida” são o mesmo! Tu e a experiência que experiencias são o mesmo, não existiriam um sem o outro!

Claro que a experiência que vives, por vezes, podia ser diferente mas… não é!

Tudo podia ser ou ter sido diferente mas, como existe “algo” que conecta tudo o que existe, as coisas são como são e está tudo certo com isso! No entanto, o centro desta dinâmica a que chamamos de vida é a transformação. É por isso que afirmo que tudo está certo mas tudo tem de ser transformado!

Tudo o que tu fazes está certo, mas tudo tem de ser transformado; tudo o que és está correto mas tudo tem se ser transformado; tudo o que pensas, falas, sonhas está certo mas tudo deve ser transformado.

Não tem de ser transformado hoje, nem amanhã, nem para o mês que vem. Tem de ser transformado quando já não fizer sentido, quando já não for útil, quando te prende de expandir, quando te limita, quando te reprime… falo-te desta dinâmica não porque me sinto alguém para te dizer que tens de mudar isto ou aquilo mas para te alertar de alguns dos sinais que todos vivemos quando temos algo a transformar.

A escolha é tua!!

Tu constróis-te ou destróis-te a cada momento, podes fazer, absorver, agir, pensar e decidir igual ou diferente a cada momento, podes fazer coisas que nunca sequer imaginaste ou permanecer na zona de conforto (quase) a cada momento, podes encarar cada obstáculo como um potencial de transformação e (re)descoberta pessoal ou como uma prisão que te deita a baixo, podes ver a vida como uma merda ou cheia de cores a cada momento.

Uma vez mais, a escolha é tua!

Transforma-te a cada oportunidade que tens, sê diferente do que tens sido até hoje, arrisca, explora-te porque não te conheces totalmente… és um universo cheio de luz e de sombra, em constante expansão e transformação! Faz o que tens a fazer, sê fiel à tua natureza e ao que queres para ti. Se ainda não vives o que queres viver… faz diferente, decide diferente e sê diferente! 🙂

Se o que falei aqui ressoou em ti, partilha comigo o que gostarias de transformar e as dificuldades que tens passado nesse processo. Por vezes necessitamos de fazer as coisas sozinhos, por vezes necessitamos de uma mãozinha do exterior – tudo está certo (desde que seja diferente quando já não faz sentido permanecer no mesmo registo).

Juntos co-criaremos um mundo diferente!

Espero-te bem,
João

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