O Sistema Nervoso Central controla os mecanismos de defesa do corpo e isso mostra-nos que cada pensamento, emoção, sentimento, ideia ou crença têm sempre uma consequência neurológica, uma reacção interna.

Essas reacções internas geram impulsos e esses impulsos são os grandes criadores da realidade de cada um. Nos últimos anos, temos ouvido cada vez mais que somos nós os criadores da nossa própria realidade!

Então… como é que isso se processa?

Não pretendo falar sobre pensamentos, emoções, sentimentos e ideias… Hoje apenas quero falar um pouco sobre crenças limitantes porque elas geram padrões repetitivos na nossa vida.

É importante percebermos uma coisa: as crenças não são más! Algures na biologia humana foi incorporado um “software” destinado ao nosso sistema de crenças. Dizer-mos que os sistemas de crenças são “maus/errados” é a mesma coisa que dizermos que o nosso braço esquerdo também o é.

Apesar de muitos de nós termos consciência de algumas crenças que operam em nós, a maior parte das crenças que nos guiam e que nos condicionam estão enraizadas no nosso inconsciente.

Exemplo 1:
Imaginando que somos pequenos e ainda estamos a formar a nossa personalidade e que ao longo dos anos assistimos a várias experiências em que o pai exige, grita, manipula emocionalmente ou a agride fisicamente a nossa mãe… Como seremos nós no futuro depois de anos e anos a observar como um pai (que é o grande exemplo da nossa energia masculina enquanto não conhecemos mais pessoas de forma próxima) obtinha o que queria da sua companheira/outro membro da família? Como podemos fazer diferente do que vimos?

Se for homem não é de admirar que use a persuasão, manipulação ou violência (verbal ou física) seja no trabalho ou em casa com as pessoas que mais “ama”; se for mulher não é de admirar que aceite a postura manipuladora e/ou agressiva do homem pois copia a submissão que observou da mãe e aceita o comportamento do pai/homem como algo natural.

Não quero com isto afirmar que todas as pessoas se sentem confortáveis a perpetuar este tipo de comportamentos pois são cada vez mais aqueles que procuram ajuda para largar comportamentos baseados na manipulação e agressividade (Yang) e submissão (Yin).

Este é apenas um simples exemplo de como uma crença dita “consciente” opera. A pessoa observa um certo tipo comportamento, regista-o como correto/normal/aceitável e perpetua-o. Quando as pessoas procuram ajuda para alteração comportamental ou de cariz emocional, podem ficar anos a tentar mudar a sua postura ou até nunca chegarem a conseguir.

“As nossas crenças sobre o que somos e aquilo que podemos ser determinam precisamente aquilo que podemos ser” – Anthony Robbins

“A forma de transformares crenças limitantes sem terapia e de forma benéfica para todos é viveres o teu sonho” – João Reis Wandschneider

Exemplo 2:
Vamos imaginar que começarmos a esmiuçar o sistema financeiro mundial. Começamos a pensar um pouco por nós próprios e decidimos explorar como e quem define o poder económico de uma nação,  como operam os bancos com o dinheiro que lá colocamos ou até como é que eles estão a criar dinheiro do nada (sim, é, verdade, existem bons documentários ainda disponíveis na Internet a explicar isso – muito melhor do que eu conseguiria explicar).

Associada a essa pesquisa, começamos a ter curiosidade em perceber onde e como os milionários/bilionários/”e por aí fora” aplicam a maior parte do seu dinheiro, sendo que alguma parte desse dinheiro serviria para colocar a humanidade “no sítio”. Vemos a pobreza, a corrupção e, para finalizar, vamos vendo atrocidades e barbaridades como assaltos, guerras e mortes feitas por seres da nossa espécie visando apenas duas coisas: dinheiro e poder.

Muitas pessoas que entram nessa busca, inevitavelmente, vão associar o dinheiro a abuso de poder, injustiça, desigualdade… e passados uns anos, a pessoa queixa-se de falta de emprego ou de oportunidades (inclusive de dinheiro)!

Este é um exemplo de uma crença que está a operar de forma inconsciente. Essa pessoa precisa de dinheiro porque não criou condições na sua vida para viver sem ele mas as portas estão fechadas, não consegue reconhecer o que lhe está a fechar as portas e não entende que necessita de se transformar para que uma condição externa mude.

Nem tudo na vida é resolvido eliminando crenças antigas limitantes e inserindo crenças novas e libertadoras mas muitas coisas são resolvidas desta forma! Tenho vivido transformações “do dia para a noite” e tenho observado vários pessoas a transformarem-se apenas modificando crenças, informações que têm acumuladas dentro de si e que realmente já não lhes são úteis para a realidade que estão a viver!

Certamente que as crenças não são todas prejudiciais, elas existem para cumprir um propósito. No entanto, há momentos em que nos é muito útil em largar informações antigas e obsoletas para que possamos levar a nossa vida a uma próxima fase.

No mundo do coaching vão falar em “alteração do mindset“; no mundo da religião procuram ajudar-te a focar na Fé; no mundo das terapias holísticas chamamos-lhes Crenças ou Registos Informacionais (note-se que são três coisas diferentes, com três alcances e resultados diferentes e com três metodologias diferentes).

E tu, sentes que tens vivido bloqueios/estagnações em alguma área da tua vida sem que consigas identificar o porquê ou alterar esse padrão repetitivo? Quem sabe juntos não acharemos a solução 🙂

Espero-te bem,
João

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