Todos trazemos connosco a polaridade da luz e da sombra e poucos são aqueles que procuram vivenciar e integrar a totalidade da sua experiência.

Tentar “viver apenas da luz” tem sido um dilema recorrente em várias pessoas que me têm passado pela frente… há já vários anos!

Isto é um crime contra si mesmo e, inevitavelmente, contra a própria natureza da Vida porque rejeita parte de si e parte dos outros, ignora o trabalho pessoal que tem pela frente e não permite que os outros experimentem ou até crescerem através do “erro”,  procura esquecer/esconder a bagagem que carrega desde sempre consigo e exige/espera que os outros façam o mesmo, em silêncio e sem incomodar o próximo de preferência.

Ignorar a sombra em nós resultará num vazio e estagnação, numa vida cheia de dogmas e preconceitos e, claro está, na tão conhecida ausência de felicidade… e isto é uma bola de neve, não parará de crescer nunca se nada fizermos.

A única forma de nos libertarmos da densidade e do peso da sombra é explorá-la sem que fiquemos presos nela. É dar-lhe luz, dar-lhe tempo e espaço para emergir.

Assim podemos conhecer-nos em profundidade, assim compreendemos melhor o “puzzle” da vida, assim nos transformamos e assim ficamos cada vez mais leves e disponíveis para contribuir para um mundo diferente!

Elevar a matéria à luz pura, iluminar o denso e o escuro e sermos íntegros e inteiros é uma das missões da humanidade… e o colectivo não avança sem a individualidade estar preparada.

“Yin tem certas funções e qualidades, Yang tem outras funções e qualidades.

Yin e Yang são opostos mas também complementares, repelem-se e atraem-se mutuamente.

Impossível um existir sem a existência do outro.” – João Reis Wandschneider

“Quando as pessoas vêem as coisas como bonitas, o conceito de feio é automaticamente criado.

Quando as pessoas vêem as coisas como boas, o conceito de mal é automaticamente criado.

Um não existe sem o outro, nem nunca nem sempre” – João Reis Wandschneider

Quanto mais te permites, mais caos geras no teu exterior mas mais brilho geras no teu interior.

Concordas?

Espero-te bem,

João

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