Carmen Marangoni

O meu sonho me trouxe ao Bhumi. Apesar de a sensação ser linda e, tocante, sei que com ela nasce também muita responsabilidade

Cruzar o oceano para desempenhar atividades tão diferentes das que estive acostumada até aqui, por vezes me paralisa. É o medo, aguçado pelo ego, que vez por outra me fazem respirar fundo. Mas sei que cada passo dado em direção àquilo que sinto que nasci para ser e fazer me fortalece. A vida é uma excelente oportunidade para tocarmos em nossa essência. Para nos conhecermos. Para fazermos toda uma existência adquirir um significado até mesmo mágico. Vai doer. Nem todos os caminhos estarão floridos e abertos para nós, mas a vontade, essa que brota genuína quando temos coragem de assumir quem somos é o nosso melhor guia. É a nossa fortaleza. É também a mesma que nos ensina, dia após dia, que ser feliz não custa tanto assim. É possível vivermos o nosso sonho. É possível aceitar quem somos, apesar de ser quem somos. E é também possível nos acompanharmos de ideias, projetos, pessoas e de mil outros sonhos que nos impulsionamos. É assim que vibro. É assim que vivo. É assim que aprendo e também me dedico a esta novidade que vai me moldando, também, na pessoa que sei que sou e que posso me tornar. As palavras são as minhas ferramentas. As pessoas, a minha matéria prima. As histórias me comovem. Cada um tem a sua própria história. E toda história é maravilhosa. Ainda mais quando as pessoas compreendem que não são vítimas de suas histórias, mas sim, protagonistas dela. Contar um pouco do que vejo e sinto e me inspirar com as pessoas a partir de suas histórias de vida é o que me faz acreditar que um mundo diferente é possível. E de ter valentia para dizer, através das minhas atitudes, que juntos podemos co-criar um mundo diferente. E esta permissão pode acontecer em qualquer idade e, claro, em qualquer canto do planeta, também. Basta apertar um único botão: o da permissão. De permitir ser. E de se aceitar a vida como ela se manifesta. É fácil? Não. Mas não há nada mais significativo do que viver aquilo que acreditamos. É o mesmo que dizer que é imensa a alegria de ter coragem para ser quem verdadeiramente somos. E, claro, todos somos um.

“Não há melhor maneira de passar pela vida do que sabendo quem nós somos. É ineficiente viver sem se saber. Há muitas formas de se descobrir, basta ter vontade de olhar e coragem para transformar o que for necessário.”

Carmen Marangoni

Jornalista e escritora. Apaixonada pela literatura. Observadora da vida. Amante das letras e do poder da escrita. Tem quatro livros publicados. Autora de “Cartas para Frankenberger”, “Que História é Essa?” e coautora de “Olhares”, todos contemplados com o Prêmio Nodgi Pellizzetti de Incentivo à Cultura de Rio do Sul. Coautora de “A Cura Através do Coração”. Escreve crônicas e poesias em jornais e revistas.  Tem a coluna Conversa Escrita no Jornal Diário do Alto Vale. É produtora de conteúdo de marketing digital. Trabalhou como âncora de telejornal e coordenou a equipe de jornalismo da Rba TV, de Rio do Sul/SC, Brasil, por dez anos. Trabalhou no Jornal Zero Hora e na Casa Civil do Gabinete do Governador em Porto Alegre/RS/Brasil. Autora do projeto de Intercâmbio Rio do Sul & Lisboa e do Projeto Poesia na Rua, ambos contemplados com o Prêmio Nodgi Pellizzetti de Incentivo à Cultura. Premiada com o Projeto “Cá e Lá: Longe ou Perto”, contemplado com edital de intercâmbio cultural, concedido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), através da Ayuda a La Movilidad, que estabeleceu vínculos culturais entre as cidades de Porto Alegre e Lisboa.